17 de setembro de 2023
Foto: Ricardo Stuckert

Na noite de domingo, 30 de outubro, não apenas a maioria do Brasil, mas o mundo respirou aliviado, com a eleição da chapa Lula-Alckmin para a presidência da República e a consequente e vindoura retirada de Bolsonaro e do bolsonarismo do poder executivo federal e também a recuperação de parte dos governos estaduais.

Na nossa interação online, os momentos de virada na apuração foram sentidos e narrados como as ultrapassagens do saudoso Ayrton Sena, em tempos em que todos brasileiros e brasileiras, se viam representados pela mesma bandeira e cores e tinham orgulho com o “tema da vitória”.

Ainda vai levar um bom tempo para a desintoxicação dos contaminados pelas estratégias de pilhamento coletivo iniciadas lá em 2013, com gente indo para as ruas sem saber exatamente o porque e com uma vastidão de pautas difusas. Um balão de ensaio do que viria a ser o antipetismo, o golpismo e o bolsonarismo, seguindo a cartilha olavista-bannon-trumpista.

Aquelas cores que antes eram de todos brasileiros foram expropriadas, mescladas a patos de borracha, conservadorismo, hipocrisia, fanatismo, atos antidemocráticos, fake news, truculência e tosquices.  Mais que lembrar um vergonhoso 7 X 1, se tornaram símbolo do “Brasil pária” e da “República dos medíocres”.

No entanto e apesar de tudo, o “Reich” que se pretendia estabelecer com uma tomada completa do poder pelo bolsonarismo, foi bloqueado à tempo por uma pequena parcela que fez a diferença, não dando a maioria ao Brasil do ódio, do negacionismo, da teocracia e tangido feito gado ao som de música sertaneja ou “louvores”… .

Voltaremos a ser o Brasil que o mundo estava com saudades, o Brasil, que tinha se tornado grande player global, referência positiva em vários campos, campeão das conquistas sociais e que a maioria dos brasileiros sentia ter perdido.

Que aprendamos com os erros do passado e nunca mais sejam deixadas brechas e “pontas soltas” para chegarmos tão perto de ser um Brasil completa ou majoritariamente desprezível e manipulado.

Um dia a esperança venceu o medo, agora o amor venceu o ódio.

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