23 de junho de 2024

Concluído o curso Arquivos judiciais como fontes de pesquisa e sua operacionalização histórica

Iniciado no dia 19 de setembro, com 77 inscrições foi concluído em 3 de outubro o curso Arquivos judiciais como fontes de pesquisa e sua operacionalização histórica, realizado em parceria do Arquivo Central Júlia Mourão de Brito com a Escola de Aperfeiçoamento do Servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas.

Ofertado pela primeira vez em 2020 como parte do esforço de atividades remotas na pandemia de Covid-19, o curso  foi atualizado e novamente oferecido em 2022. Quando da  primeira vez, ainda não havia sido publicada a Resolução 324/2020 do CNJ-Conselho Nacional de Justiça, que instituiu a Política Nacional de Gestão Documental e de Memória do Judiciário,  política cogente (compulsória) para todo ramos e órgãos do Poder Judiciário nacional.

O curso em sua nova versão atraiu um público variado, de estudantes de cursos afins como Arquivologia e História, a profissionais já atuantes nas áreas de Gestão Documental e de Memória do Judiciário e outros órgãos do poder público.

Alguns participantes:

GRACIANE Rocha Andrade trabalha na Seção de Gestão Documental do TRE_MG, antiga seção de arquivo. Formação em Administração

Andrezza Moreira Felizardo Melo, graduada em Arquivologia pela Universidade Federal Fluminense- UFF. Trabalha no Arquivo Central do TJRJ, atuando na Avaliação de Documentos Administrativos

Otacílio Guedes Marques,  Analista Judiciário – Arquivista do TJDFT, desde 2000. Atualmente Secretário de Gestão da Informação e do Conhecimento, setor responsável por toda a Gestão Documental do TJDFT

Adelson André Brüggemann, historiador e coordenador do Museu do Judiciário Catarinense

Luciana Napoleone, bibliotecária no TRF3. Interesse nos estudos de memória, especialmente patrimônio bibliográfico e documental

Patricia Ruon Stachon, trabalha no TJAM como jornalista

Cassiane da Silva Modesto, Estagiária de História no arquivo Julião Mourão de Brito – TJAM.

Andrea de Souza Nascimento, Servidora do Executivo Federal no Amazonas, graduada em História e bacharel em Direito, trabalha com instrução e julgamento de processos administrativos de fiscalização ambiental.

Ao final 24 foram os concludentes do curso. Juarez Silva Junior,  Mestre em História, Analista Judiciário do TJAM, lotado no Arquivo Central, conteudista e tutor do curso diz “O curso contou com um público diverso, incluindo novatos e profissionais já de alto nível na temática. Infelizmente a alta evasão entre os inscritos é uma coisa normal, nesse tipo EaD assíncrono, pois a falta de atividades que exigem a presença virtual em um espaço de tempo fixo compartilhado, como as “lives” por exemplo, faz com que muitos inscritos esqueçam de acessar dentro do período previsto do curso. Outros até acessam, mas como tem certa flexibilidade, também acabam esquecendo e perdendo os prazos, outros simplesmente não realizam as atividades obrigatórias como a participação nos fóruns, não se habilitando para a certificação. De modo geral no entanto podemos dizer que o curso foi um sucesso, pelos que tiveram participação ativa. “

“A abordagem do curso de arquivos judiciais como fonte de pesquisa foi muito feliz ao combinar um conjunto de elementos como os próprios conceitos de memória, história, pesquisa, arquivo, o papel indispensável de arquivistas e historiadores e o impacto da LGPD, devolvendo mais um serviço à sociedade. A discussão da atuação colaborativa e conjunta de arquivistas e historiadores me remete à reflexão da articulação dos órgãos dos tribunais com acervos documentais para o atendimento de pesquisadores e para atividade de pesquisa, incluindo também os bibliotecários e os museólogos. Essa lição de casa precisa ser feita por todos nós, no meu entender. Finalmente parabenizo ao Arquivo do TJAM pelo curso oferecido e pela experiência inspiradora de conhecer trabalhos de colegas como o Pedro e o Juarez.” (Luciana Napoleone, bibliotecária no TRF3)

“O curso ministrado pelo Historiador Juarez, nos apresentou um rico material no entendimento do papel do Historiador dentro de arquivo, na diferença entre Memória e História, o dilema entre espaço e preservação no ambiente arquivístico, gestão documental e da memória judicial, entre outros temas. Muitas reflexões foram levantadas pelo material apresentado no decorrer do curso, no entanto, uma se destaca para mim, que é quase uma provocação aos Historiadores, ou mesmo um convite, qual seja, para que esses profissionais não fiquem apenas na sala de pesquisa, que eles participem,  por exemplo, do debate da Comissão de Avaliação de Documentos, como já é feito no Arquivo do Tjam, que fiquem atentos a organização do acervo, construindo uma parceria com os Arquivistas, passando a entender o processo organizacional do acervo dentro desse espaço de custódia documental, os bastidores de um arquivo. Dessa maneira, o Historiador passa a perceber que as instituições de memória podem e devem ser seu espaço de trabalho, para além da sala de pesquisa.”  (Maycon Carmo dos Santos, Mestre em História, Servidor do TJAM) .

EMENTA

  • Memória institucional;
  • Os ciclos de vida dos documentos e arquivo; 
  • Atividades arquivísticas comuns;
  • Arquivos: o dilema espaço x preservação;
  • Os pesquisadores no arquivo; 
  • O acervo histórico e o processo judicial como fonte;
  • O historiador e a operacionalização histórica em arquivo judiciário; 
  • Memojus, política nacional de memória e arquivos judiciários.
  • LGPD no Arquivo e Pesquisa 

 

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