12 de abril de 2024

GOD SAVE THE QUEEN, LONG LIVE OUR NOBLE KING…

Vendo algumas manifestações sobre a morte da Rainha Elizabeth II me espanto com a quantidade de gente que bem poderia ter vivido na França na época da queda da Bastilha, até de guilhotina eu li… .

Outros usando as ex-colônias britânicas como argumento.
O que é uma percepção… . A maioria prefere perceber que  colônias existiram um tempo no reinado de Elizabeth II, mas não notam que elas já existiam antes e ficaram independentes dentro dele. Não é o caso de fazer dela um tipo de “Princesa Isabel” da descolonização. Mas é importante lembrar que mesmo em uma monarquia constitucional, onde quem manda mesmo são o políticos, muita coisa mudou no mundo no seu reinado, a própria Comunidade da nações e Comonwealth, não são mais aqueles.

Muita gente falando em “não trabalho”. Eu não acho que uma agenda como a da família real, com compromissos diversos mundo afora, serviço militar, uma vida de estudos e restrições pesadas por isso e aquilo, seja “diversão” e não cansativa/estressante. Já ouviram falar de abdicações ao trono, ou mesmo a diretos da realeza ? Pois é… “rapadura é doce, mas não é mole não”.

Menos de uma semana antes de morrer aos 96 anos a Rainha estava dando posse à nova primeira ministra, ou seja, parte do seu trabalho como chefe de estado, além daquelas incontáveis e até para mim só de ver cansativas revistas de tropa, fora outras atividades que nem imaginamos. Se isso não é literalmente “trabalhar até morrer” eu não sei a amplitude e alcance da expressão.

Ataques “espumantes” à quem manifestou empatia e reconhecimento de sua importância histórica e global também não faltaram. Triste.

Acreditem que no Reino Unido, no Commonwealth e mesmo nas ex-colônias mais “rebeldes” tem uma esmagadora maioria que nutria um respeito e reverência à simpática (nem sempre, mas quem nunca ?) senhora que o resto do mundo também admirava por muitas coisas que fez, como “limpar o nome” do gênio (Alan Turing) inventor do computador, que permitiu ao mundo vencer o nazismo, mas tinha sido condenado pelo simples fato de ser gay…

Muita gente que hoje vive, pode até não perceber, mas tem algo importante na sua vida que se vincula diretamente à coisas ocorridas sob o reinado de V. Majestade…

Não quer dizer que se deve fechar os olhos aos mau-feitos do Império britânico ao longo do tempo e mundo. Tampouco não ser crítico à coisas questionavelmente anacrônicas. O que importa é que a monarquia britânica existe por opção do povo de lá, isso é democracia, a forma  é de menos.

Tem gente que por ignorância pode até me zoar sem entender “da missa a metade”, eu sei que não é todo mundo que tem um documento pessoal que cite a Rainha, note bem CITE, não quer dizer que foi emitido, assinado ou referendado por ela, mas sim dentro da prática legal de redação que remete ao monarca do Reino Unido, no caso ainda ela.

Eu tenho, e já é um pedaço de papel de interesse histórico. A minha deed e proclamation de “Lordship”, que em parte ilustra o texto. 🤷🏿‍♂️ Sorry Commoners…

God save the Queen, long live our noble King !

Lord Juarez Silva Junior de Wington 🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿😉

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