26 de novembro de 2021

Vendo o jornal hoje, que tem o mesmo ponto que eu, repito que não é uma “questão com CPF” (se bem que CPF não existia na época, é um metáfora para a “fulanização” do caso), na realidade é uma questão de classe.

Borba Gato estátua não é uma biografia estrita, é no caso uma representação de classe,  classe essa historicamente responsável por crimes contra a humanidade, classe que funda e é resgatada pela elite paulista ( e suas “linhas auxiliares) que de uma forma ou de outra segue em várias instâncias, não apenas no estado mas em todo o país, produzindo opressões, explorações, genocídios… .

É contra tudo isso a revolta de uma periferia (do sistema) que cansou de uma narrativa distorcida e que modernizada continua a lhes matar e oprimir.  Vide Racionais MC’s:


“Desde o início, por ouro e prata
Olha quem morre, então
Veja você quem mata
Recebe o mérito a farda que pratica o mal
Me ver pobre, preso ou morto já é cultural
Histórias, registros e escritos
Não é conto nem fábula, lenda ou mito” (Negro drama)

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