2 de dezembro de 2021

Imagine a seguinte situação, um cara é administrador do Maracanã. Fica sabendo que há uma grave ameaça terrorista em evento em que o estádio estará com sua capacidade (70 mil) completa. Apesar do aviso ele não toma nenhuma providência, diz que não existe perigo, é tudo “exagero”. Chega a notícia de uma morte, ele nada faz ou manda fazer…., logo mais chega a notícia que já são 100 os mortos, ele diz que é um “ataquezinho” não há motivos para pânico…

O número agora já está na casa dos milhares de mortos, ele diz que o jogo não pode parar, os responsáveis pelos setores resolvem por conta própria tomar medidas que contrariam a inação do administrador, ele xinga os chefes e diz que eles estão “atrapalhando o jogo”, nisso a arbitragem resolve parar o jogo, para que o pessoal possa ver o que está acontecendo e se defender, a contragosto ele manda fechar os portões, até porque quem estava de fora vendo aquilo, já tinha bloqueado para não serem atingidos pelo que vinha de dentro, nisso já se está em 10 mil mortes nas arquibancadas, o administrador usa o sistema de alto falantes para reclamar da arbitragem e dos chefes de setores.

Determina que a segurança utilize festim contra os agressores, aliás dá a mesma recomendação à geral, manda distribuir armas com muita munição de festim, assim todos poderão se defender dos vilões… O responsável pela segurança discorda, é despedido, o substituto também discorda e tem o mesmo destino, o Administrador manda buscar o chefe do serviço médico, seu camarada de velhos tempos e coloca na chefia da segurança para que ordene aos subordinados que aceitem usar o festim, aproveita e traz todo o setor de saúde para cuidar da segurança.  Antes tenta parar com a contagem de corpos, “melhor contar os que estão feridos mas ainda vivos.

A carnificina dobra, triplica, a imprensa pergunta quais ações concretas estão sendo tomadas, ele xinga a imprensa, diz que morrer é o destino de todos, e daí ?

Ele corre para o meio do campo, fica gritando para o jogo voltar a rolar, parte da torcida também, não viram ninguém morrendo no seu setor, ou se viram “não são coveiros”. O administrador levanta uma caixa de festim como se fosse a taça do campeonato, alucinados parte da plateia ovaciona, outra parte para cima de terroristas de “peito aberto” tentando mata-los com seus tiros de festim.

De repente um grande silêncio… Todo mundo no estádio, menos os terroristas estão mortos. O administrador com a minúsculo, nem viu quando todos os corpos foram retirados, mas ele quer jogo… Fora do estádio as bilheterias estão lotadas, os terroristas ainda estão lá dentro, mas o povão que entrar para ver jogo…

Um grupo que retirou os corpos, quer que ele seja responsabilizado por esse crime evitável e o denúncia para a corte penal internacional… . Afinal não é todo mundo que não apenas deixa de cumprir o dever de evitar o evitável, mas incentiva ações para que um Maracanã inteiro morra…

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