7 de dezembro de 2021

Enfim Mestre…

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Cambiando para a terceira área de formação superior (Tecnologia da informação na graduação, Educação[EaD] na especialização e agora História no mestrado), aos 53 anos de idade, quase 30 anos após a graduação, 23 anos após ter iniciado no magistério superior,  uma aceitação para mestrado estrangeiro (não realizado) e 6 tentativas de acesso à cursos da UFAM ( 5 frustradas), 2 anos e 6 meses de curso, pesquisa e escritas. Eis que finalmente atinjo a titulação oficial de Mestre (28 anos após a média nacional de idade para pós-graduados brancos e 18 após a  média no caso de negros). 

Apesar disso, o primeiro a atingir tal título em toda a minha família, tanto pelo lado materno quanto paterno (e que hoje tem vários graduados em 3 gerações, o que já é excepcional).

Coisa “corriqueira e normal”, apenas um passo pós-inicial (não para a maioria, mas mesmo assim para muitos,  em especial para os oriundos do ensino superior público), para mim ( e para os meus) assume como dito na parabenização feita por um irmão, status de “façanha” (a palavra usada naturalmente foi essa).

Consciente de tudo envolvido em tal,  das dificuldades e embarreiramentos, mas também dos apoios, misturam-se os sentimentos de superação, gratidão, representação e um certo cansaço compreensível.

Destarte isso, é gratificante saber que quebramos barreiras, fazemos parte de algo como pioneiros, não sou a primeiro pessoa negra a pós-graduar na UFAM, nem tampouco entre os diversos programas o primeiro a trabalhar especificamente a temática negra em termos de pós-abolição, mas justamente na pós em História e com clara intenção de produzir conhecimento no campo de presença negra no Amazonas/Relações raciais & História do Pós-Abolição, esse é um marco sim. Que venham os próximos pesquisadores e trabalhos, está inaugurado o campo temático.

Etapa vencida, vida que segue… .

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