6 de dezembro de 2021

neymar100%-Jesus

Antes de mais nada é bom avisar que não se está discutindo a religiosidade do jogador Neymar, não se está discutindo o direito à manifestação religiosa, não se está fazendo “julgamento”, “crítica anticristã” ou qualquer coisa que obliterados por uma religiosidade cega e não crítica possam enxergar como “ofensa”, “perseguição” , “cristofobia” ou o que o valha…, portanto fique claro, NÃO ESTAMOS FALANDO DE JESUS NEM DE FÉ (e não pretendemos falar, portanto comentários nesse sentido não são pertinentes à discussão nem nos interessam).

Nos últimos tempos, o pódium das polêmicas brasileiras, tem dois personagens que estão sempre presentes, Neymar e Luciano Huck …, é  fantasia de Kong, banana, camiseta “somos todos macacos”, camiseta “vem ni mim” para crianças, recusa a participar de distribuição de presentes à crianças em um Lar Espírita, enfim…, um monte de “bolas fora” por conta de visões equivocadas, talvez mal assessoramento, preconceito e “falta de noção” mesmo.

A última foi a polêmica faixa ou bandana “100% Jesus” apresentada após o encerramento de um jogo de futebol na europa,  a FIFA desde 2009 por motivos óbvios vetou manifestações religiosas durante jogos, não para “oprimir” ou “cercear a fé”, mas por serem os jogos eventos esportivos, não eventos religiosos, e pelo fato de historicamente religião ter sido motivo de cisânia, guerra e desavenças entre e dentre povos do mundo todo, natural portanto retira-la de um contexto onde se busca justamente o contrário.

Ocorre que ao utilizar  o famoso “100%”, Neymar utilizou a “ferramenta errada”, pois o “100%” foi criado e é utilizada no contexto  dos movimentos de PRIDE (orgulho), ou melhor ORGULHO AFIRMATIVO, que nada mais é que apoio à causas e recortes sociais estigmatizados, discriminados e/ou em situação calamitosa…,  e é por isso que se vê por ai  “100% Negro” , “100% LGBT”, “100% Quilombo”, “100% Nordestinos”, “100% Maria da Penha”, “100% Professor”, ou seja,  não quer dizer que a pessoa seja “completamente” aquilo, mas que ela está COMPLETAMENTE A FAVOR DAQUELE GRUPO OU CAUSA, e deve ser sempre uma causa minoritária (ou de grande interesse coletivo) que necessita AFIRMAÇÃO (ação de resgate e valorização social e emponderamento).

Portanto, apenas se afirma com o “100%” as situações acima e similares, NUNCA situações majoritárias e de poder já estabelecido ou supremacistas (e em geral também opressoras) , por tal motivo  é que é errado e absolutamente desnecessário AFIRMAR o que já está  tradicionalmente “por cima” ou não visa a integração mas ao contrário, exemplos “100% Branco”, “100% Latifúndio”, “100% Zona Sul do Rio” , “100% Country Club”, “100% Sulista”, “100% Apple” e por ai vai… pois isso não é orgulho afirmativo, isso é “ORGULHO BESTA”, supremacista…  .

É por isso que a faixa do Neymar está gerando mais essa polêmica, pois não cabe em causas que precisariam ser afirmadas, como 100% Acre ou Amazonas (por conta das vítimas das enchentes) ou coisa semelhante, o que ele entendeu como “agradecimento” pareceu justamente ao contrário de orgulho afirmativo, ou seja,  ação proselitista (imposição da fé já majoritária cristã, sobre outras).

Portanto a “mancada”, não foi ter demonstrado fé, agradecido ou ter impresso e exposto isso, mas a forma que escolheu para fazer isso…

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