2 de dezembro de 2021
O dia em que comprei a Veja...
O dia em que comprei a Veja…

Calma caríssim@s  e rar@s leitor@s ! , 🙂 não surtei nem resolvi dar um 360º na minha orientação política e sociológica…, quem me conhece ou me lê sabe que sou ferrenho crítico da revista Veja, cuja linha editorial e as práticas “jornalísticas” em minha opinião costumam refletir tudo que veículos éticos não deveriam fazer (além de “jogar para a torcida” formada por incautos um tanto desconectados do que realmente rola por ai ou por “reaças” que adoram as verborragias e discursos antipopulares e pró-elitizados de suas matérias e colunas, notadamente no âmbito político ou social) .

O que me levou a gastar meu suado dinheirinho comprando um exemplar de Veja, foi o fato de não haver na capa os alarmistas ou tendenciosos destaques típicos “vejísticos”, a capa (e óbvio endossamento de apoio ao tema) foi dedicada a algo que vai completamente na contra-mão do que os bastiões reacionários em geral defendem, falou bem de  EAD – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ( área na qual tenho título de Especialista e efetivamente trabalho), uma modalidade que democratiza o acesso à escolaridade superior e à qualificação profissional em geral… (mas ainda desdenhada e discriminada por boa parte da “nata da sociedade” geral e até mesmo da acadêmica).

É claro que boa parte dessa “boa disposição” foi em função das oportunidades disponibilizadas pelas universidades “top of world” e seus MOOCs (Massive Open Online Courses, cursos abertos online e em geral gratuitos )  e logicamente acessíveis para quem no mínimo domina idiomas estrangeiros (o que “lima” automaticamente a esmagadora maioria da “patuléia brazuca” ou seja, dos “monoglotas do povão”, mantendo assim o “foco de afago” na elite bem nascida e educada, ou em “máxima concessão” aos proporcionalmente poucos “ex-excluídos” que conseguiram “furar o bloqueio”…), mas para ser justo, não deixou de falar também do ensino online nacional e das oportunidades de graduação  (incluindo as tecnológicas) e pós.

Tá ai, ser crítico com relação a algo deve sempre guardar coerência com os princípios de cada um, mas saber reconhecer e dar o devido crédito quando o antagônico  acerta, faz parte da honestidade intelectual…, nada é de todo mal, a Veja essa semana provou essa máxima (pelo menos parcialmente… 🙂 ).

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