6 de dezembro de 2021

Vai assumir no dia 5 de março próximo (2013), o primeiro presidente negro do TST – Tribunal Superior do Trabalho, o Ministro Carlos Alberto Reis de Paula.

O Ministro Carlos Reis foi o primeiro negro óbvio e auto-declarado a  assumir o cargo de Ministro em um Tribunal Superior brasileiro (em 1998) e continua a ser o único no âmbito do TST, mas não mais o único no âmbito dos Tribunais superiores (desde 2003 conta com a “companhia” do Ministro Joaquim Barbosa, o primeiro e único do STF, ambos são mineiros e coincidentemente agora também concomitantemente na presidência das respectivas cortes).

Aliás…, é um bom momento para lembrar o que chamo de a “Lei de Kanbengele” (em homenagem ao Professor Dr. Titular (recentemente aposentado) da Antropologia da USP, Kabengele Munanga),  que em fala no STF (por conta das audiências públicas sobre as cotas universitárias para negros), lembrou que no Brasil, em qualquer posição de maior proeminência, os negros existentes são “sempre os primeiros ou únicos”… . (Munanga foi durante uma carreira de mais de 30 anos o primeiro Prof Dr. Negro de seu Departamento (e um dos raríssimos da USP), se aposentou como primeiro e único…)

Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Ministro em uma atividade sobre Capacitação no Judiciário  ano passado em Florianópolis, muito simpático, bem-humorado e atencioso; desejo sucesso ao novo presidente do TST.

Ministro Carlos Reis
Com o Ministro Carlos Reis, o novo Presidente do TST.

Abaixo link para uma interessante entrevista concedida pelo Ministro: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=140521

O Ministro é a favor das cotas universitárias para negros (já aprovadas no legislativo e judiciário e sancionadas pelo executivo) praticamente um consenso entre negros com cursos universitários e alguma proeminência social, é no entanto contra as cotas no serviço público ( opinião contrária à minha), espero que algum dia o Ministro possa ler meus argumentos favoráveis 🙂 , http://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2012/10/24/cotas-no-servico-publico-entendendo-o-porque/

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