6 de dezembro de 2021

Depois de toda a reação ao texto  xenófobo/racista de Mazé Mourão ” O Haiti não é aqui”, como era de se esperar veio a tentativa de “se limpar com a opinião pública” e escapar das consequências, através de uma manjada tática muito utilizada pelos meta-racistas, apelar para a “liberdade de expressão/opinião” e tentar desviar o foco através do discurso ” eu fiz pelo bem geral de todos ou dos nossos”;   desculpas públicas e o reconhecimento do erro nem pensar… .

A tentativa que veio através da postagem “Liberdade de Opinião” (http://blogs.d24am.com/blogdamaze/2012/02/02/liberdade-de-opiniao/comment-page-1/#comment-998) parece no entanto não ter dado certo ( muito pelo contrário), 3 dias depois o baixíssimo número (tendo em vista o blog estar no portal de um jornal muito lido e o nível da polêmica no ar) de comentários “favoráveis” (grande parte de parentes e amigos), demonstra claramente o posicionamento da opinião pública… (além de indicar que toda a oposição está obviamente sendo censurada, pois ninguém é besta…), não adianta vir com a velha desculpa da “liberdade de expressão” (liberdade essa negada aos outros pela própria autora ao censurar os comentários alheios, eu mesmo tive dois comentários censurados, e o que publico aqui originário de comentário postado lá não espero que seja diferente).

Cabe lembrar que a “Liberdade de expressão/opinião” também tem limites, quando a “opinião” possui elementos que afrontem ou desconsiderem a lei (o que foi o caso na “opinião infeliz” em “o Haiti não é aqui”) o responsável deve estar preparado para enfrentar não apenas o repúdio das pessoas de bom senso, quanto os rigores da lei… .

Ah! um outro detalhe, não “perder a pose” é fundamental na retórica da jornalista, ao tentar puxar para si o pionerismo e o deflagramento da reflexão sobre a questão, o que é obviamente MENTIRA !;  antes de seu texto, outros “locais” menos evidenciados (e alguns mais…),  já haviam iniciado seus “ataques” contra os haitianos, o contra-ataque idem (basta ver aqui no blog mesmo os posts anteriores ao infeliz artigo de 26/01  da jornalista ), se houve algum “mérito” na ação da mesma foi incendiar e amplificar o debate da questão devido à sua inegável ampla visibilidade jornalística, e só.

Sorry, Sorry, Sorry ! , decididamente o assunto não acabou (e nem vai terminar em pizza e olvidamento…).

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